segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bullying: até quando? concorre ao Prêmio TCC USCS

Agora as Andorinhas estão com mais novidades!

A Série de Reportagens Especiais "Bullying: até quando?" concorre ao Prêmio TCC USCS 2011 de comunicação e para votar é fácil, o júri é popular e você pode votar quantas vezes quiser no Prêmio TCC

Então, clique e vote até quinta-feira. A cerimônia acontece no dia 24 de novembro, no Teatro USCS.

Avenida Goiás, 3.400 - São Caetano do Sul - SP

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Tiramos dez??


E foi assim... Uma banca, três avaliadores: Eloiza Oliveira, Flávio Falciano e Petria Chaves.
Um trabalho: a série de reportagens especiais "Bullying: até quando?" e seis alunas prestes a se formar morrendo de medo...
O resultado após a avaliação?? UM DEZ!! Exatamente, após um ano e meio de pesquisas nós, as andorinhas, conseguimos a avaliação máxima.

Agradecemos a todos, que de alguma forma nos ajudaram, esse dez é para vocês também!!



Agora que venha o prêmio.
Logo mais o link vai estar aqui na página para vocês votarem o quanto quiserem!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

A banca tá ai...

São seis garotas, seis ideais diferentes, mas é uma amizade maior que o mundo!
Estamos na véspera da nossa banca de apresentação do TCC. Um ano e meio falando sobre bullying, pesquisando, sofrendo com frustrações comuns de um trabalho e rindo demais de situações, no mínimo, engraçadas. Assim são as andorinhas.
Agora estamos aqui, todas torcendo pra tudo ser mais que lindo amanhã.
Estamos sim com frio na barriga, mas isso é comum e é o que mais nos alegra.

Torçam todos por nós e gritem conosco, pois essa é mais uma etapa que está sendo cumprida!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Extra!

É com muita alegria que divulgamos o convite da apresentação do nosso Trabalho de Conclusão de Curso.
Estão todos convidados para esse dia tão especial para nós!

*Clique na imagem para ampliar

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Crianças envolvidas com bullying sofrem castigo corporal

Uma pesquisa feita com 239 alunos de ensino fundamental em São Carlos (SP) mostra que 70% das crianças e adolescentes que sofrem bullying (violência física ou psicológica ocorrida repetidas vezes contra um ou mais estudantes) nas escolas passam por algum tipo de castigo corporal em casa.

Do total de entrevistados, 44% haviam apanhado de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa mostra ainda outros tipos de violência - 24,3% haviam levado, da mãe, tapas no rosto e 13,4%, do pai. “As nossas famílias são extremamente violentas. Depois, a gente se espanta de o Brasil ter índices de violência tão altos”, disse a pesquisadora, ao participar de audiência pública na Câmara dos Deputados que debateu projeto de lei que tramita na Casa e que proíbe o uso de castigos corporais ou tratamento cruel e degradante na educação de crianças e adolescentes.

Os dados foram divulgados pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams, da Universidade Federal de São Carlos. Segundo ela, meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. “O castigo corporal é o método disciplinar mais antigo do planeta. Mas não torna as crianças obedientes a curto prazo, não promove a cooperação a longo prazo ou a internalização de valores morais, nem reduz a agressão ou o comportamento antissocial”, explicou.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pediatras falarão sobre bullying em congresso

Parece que o bullying finalmente está sendo levado a sério. Hoje em dia é cada vez mais comum os congressos de profissionais que trabalham com crianças (como pedagogos, psicólogos etc) incluírem o fenômeno escolar nos assuntos a serem discutidos. Agora é a vez dos pediatras.

O 35º Congresso Brasileiro de Pediatria terá o bullying entre os principais assuntos que serão discutidos. Com o lema “Pediatria Brasileira - Um novo século, novos desafios”, o congresso começará amanhã (08) e terminará no dia 12, Dia da Criança. Segundo a organização do evento (a SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria), o encontro terá mais de 30 conferências e 50 mesas-redondas, além de apresentação de 90 trabalhos científicos de um total de 1.200 inscritos.

O bullying (junto com o cyberbullying, que também será discutido no evento) é considerado um tema “contemporâneo”.

Mais informações e programação completa no site www.cbpediatria2011.com.br.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Bullying e seus questionamentos...

Como já citamos aqui, no último dia 22, realizamos uma Coletiva de Imprensa para a nossa sala com a finalidade de trazer uma prévia do nosso trabalho final, a série de reportagens "Bullying: até quando?".

Para a surpresa de todas, o assunto rendeu um bate papo de pelo menos uma hora e meia. Entre as questões que foram levantadas, perguntaram como foi o processo de entrevistas, sobre leis e projetos, as nossas dificuldades, nossas experiências pessoais ligadas ao assunto, enfim, assunto não faltou, entretanto, o mais interessante foi saber o posicionamento das pessoas em entender o que é e o que não é bullying, o que o grupo conseguiu perceber é a ausência de alguns princípios básicos do fenômeno.

Por um lado isso é bom, pois nosso trabalho irá sanar não uma dúvida, mas sim, dar entendimento para que as pessoas saibam agir perante situações que demandem dessa energia.

Temos a certeza de que estamos no caminho certo e de que em novembro teremos entregue o melhor projeto de nossas vidas.

Clique aqui e confira como foi a nossa coletiva.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Bullying sem por que

Muitas vezes pensamos que a causa do bullying somos nós, mas não é bem assim. Você não tem culpa de nada. Não precisa ser banco, negro; magro, gordo; bonito, feio...

São muitas opções que as pessoas têm preconceito hoje em dia. Atitudes que não fazem nenhum bem para quem sofre poderiam ser evitadas se as pessoas recebessem uma educação melhor e tivessem atenção suficiente para notar quem sofre e quem não sofre desse mal chamado bullying.

A apresentadora da TV Globinho é o ultimo exemplo que pode ser visto. Ela é bonita, famosa... Só que nem sempre isso é bom para a própria pessoa. Ela sofre bullying na escola e faz sempre a mesma pergunta: "Por que?"
Veja a matéria na integra no link da Gazeta Online.

"Bullying: Até quando"

Por que o Bullying ainda existe?

O grupo Andorinhas Comunicação esclarece essa e outras dúvidas na série de reportagens especiais “Bullying – Até quando?”

São Caetano do Sul, 23 de setembro de 2011 - Por que o bullying ainda existe? O bullying terá fim algum dia? O que devemos fazer para minimizar os efeitos do bullying? Essas dúvidas formam a base para o projeto das estudantes do grupo Andorinhas Comunicação, que estão produzindo uma série de reportagens especiais para rádio com o objetivo de esmiuçar o problema. O grupo é formado pelas estudantes do 4º ano de Jornalismo da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) Ana Carolina Maciel, Ana Clara Guerra, Camila Silva, Jamille Niero, Larissa Costa e Maressa Fernandes.

O produto jornalístico é formado por cinco capítulos, de aproximadamente cinco minutos cada, está sendo produzido sob a orientação do professor Flávio Falciano. O grupo escolheu fazer um produto para rádio devido a facilidade de acesso ao meio de comunicação e ao grande alcance desse veículo, que envolve principalmente o público-alvo da série: pais, familiares e responsáveis de crianças e adolescentes.

Antes de “botar a mão na massa” para produzir a série, a pesquisa sobre o tema foi essencial para as integrantes entenderem o que é o problema e encontrar fontes confiáveis para entrevistar. Passada essa etapa, o grupo conversou com educadores, psicólogos, advogados, juízes, promotores, pediatras, psiquiatras, neurologistas e representantes do governo para saber o que está sendo feito, de forma prática, para combater o problema e quais são os resultados dessas iniciativas.

As vítimas desse fenômeno escolar não ficaram de fora da série. “Achamos muito importante incluir depoimentos de vítimas, porque elas foram as nossas motivadoras para desenvolver o trabalho. Ouvir suas histórias e entender o que elas passaram foi fundamental para redigir o roteiro e mostrar porque o bullying precisa ser levado a sério”, afirma Jamille Niero, integrante do grupo.

Após pesquisa, entrevistas, escolha de trilha sonora, redação do roteiro e muitas assessorias com o orientador, agora o grupo está na fase de gravação e edição do produto jornalístico. A apresentação da série de reportagens na íntegra poderá ser conferida em novembro, na USCS.



Teaser "Bullying: até quando?"



Esta é uma amostra bem pequena da totalidade do nosso trabalho! Apreciem

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Bullying é tema de canções criadas pelo baterista Nervoso

Quando era criança, o baterista André Paixão era considerado meio esquisitão por jogar futebol vestido de metaleiro.

Era tão diferente quanto Jonas, personagem das músicas que criou para o show "O Médico que Tinha Letra Bonita", que estreia hoje (17/09) , às 16h, no Itaú Cultural (www.itaucultural.org.br), em São Paulo.

As letras das canções falam de um garoto que sofria com as piadas na escola porque tinha a letra bonita - e o dom de criar melodias para o que escrevia.

Nervoso, apelido artístico do baterista (imagine só como ele toca a batera?), diz que os dois tiraram de letra essa coisa de bullying.

No caso de Nervoso, com humor. "Até para fazer a foto [da página] sofri bullying da banda!", brinca.

Reportagem de Gabriela Romeu, da Folhinha. Confira no link: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/976622-bullying-e-tema-de-cancoes-criadas-pelo-baterista-nervoso.shtml

Depois que o assunto bullying veio à tona, vários artistas decidiram apoiar a causa. Cantores como o ídolo teen Justin Bieber e a inglesa Jessie J. lançaram músicas (e campanhas) alertando sobre o fenômeno escolar. Pelo visto, os estrangeiros não são os únicos a entender o problema e "tentar" lutar contra. Os artistas brasileiros também entraram nessa, como o Nervoso. Ponto para nós!

Apesar de sempre ficar com um pé atrás em relação às pessoas que utilizam a palavra "bullying" em entrevistas, acredito que a música - especialmente aquelas voltadas para o público jovem - é uma boa forma de conscientização. Que mais artistas brasileiros resolvam aderir à luta contra o bullying - mas com boa fé e não apenas para aparecer!


domingo, 11 de setembro de 2011

Combate ao bullying ganha mais uma passeata

 Mato Grosso do Sul é o mais recente estado a divulgar informações no que diz respeito ao combate ao bullying.
No próximo dia 15 de setembro, ocorrerá uma mobilização contra a prática em todas as escolas do estado com ações como jogos, encenações e panfletagem para trazer a tona a importância de se lutar contra o bullying. A ação será aberta a comunidade.
Além da mobilização, o estado cumprindo a Lei nº 3887, de 6 de maio de 2010 criou o  “Comitê de Conscientização, Prevenção e Combate ao Bullying Escolar" que tem como principal foco fazer com que atitudes como a do próximo dia 15 existam permanentemente.

domingo, 28 de agosto de 2011

Maninestações populares

No último sábado, dia 27 de agosto, a Avenida Paulista foi palco de uma  manifestação pública no combate ao bullying.
Liderado pelo projeto Quebrando o Silêncio, dos Adventistas do Sétimo Dia, que atua em campanhas contra os oprimidos em diversas questões, 900 pessoas deixaram suas marcas na Paulista, e deixaram literalmente a marca. Um grande mural de mãos pintadas se formou com as mãos das pessoas que compareceram buscando assim criar uma espécie de escudo contra a violência.
Para quem quiser saber um pouco mais, a revista EXAME publicou uma matéria falando sobre o evento. O link é  http://exame.abril.com.br/economia/brasil/noticias/manifestacao-na-avenida-paulista-chama-atencao-contra-o-bullying-e-a-violencia-infantil
E para quem quiser conhecer mais o trabalho dos Adventistas do Sétimo Dia, o site é http://quebrandoosilencio.org/



logotipo da campanha


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Cyberbullying novamente...

Uma reportagem publicada hoje na editoria TechTudo, do portal G1, mostrou os nove crimes mais improváveis já cometidos via Facebook, conforme uma lista divulgada no site Oddee. Em quinto lugar aparece um caso de cyberbullying. Confira abaixo:

5 - As duas pré-adolescentes que foram acusadas de perseguição online por invadir a conta do Facebook da colega de sala

Duas pré-adolescentes foram acusadas de cyberstalking (ou perseguição online) e invasão de computador por entrar sem permissão na conta do Facebook da colega de sala e postar fotos e mensagens de conteúdo erótico.

As meninas, de 11 e 12 anos, foram acusadas pelo Juizado da Infância e Juventude de King County, no estado de Washington, em 18 de março desse ano.

As jovens postaram mensagens no mural da colega Leslie Cole onde marcavam encontros sexuais. Inclusive, enviaram mensagens privadas a vários amigos, onde propunham diversos tipos de jogos eróticos. Leslie, de 12 anos, fez questão de pedir que a mídia usasse seu nome para chamar atenção ao bullying que algumas crianças têm cometido.

Embora ainda façam algumas aulas juntas, as três meninas se veem com menos frequência. Leslie conseguiu uma medida cautelar que impede as duas invasoras de entrarem no mesmo ônibus escolar que ela ou de fazerem contato por qualquer meio de comunicação.

(fonte: http://www.techtudo.com.br/curiosidades/noticia/2011/08/os-nove-crimes-mais-improvaveis-cometidos-facebook.html)

Não é a primeira vez que abordamos o cyberbullying aqui no blog. Mas, é um assunto que não pode ser deixado de lado, uma vez que a prática cresce no ambiente online e atinge números alarmantes – segundo um estudo britânico da Universidade Anglia Ruskin, 18,4% dos adolescentes já sofreram bullying pela internet. Os mais afetados são as meninas, com 22% dos relatos. E 66% dos jovens já presenciaram ou conhecem vítimas de cyberbullying.

De acordo com a advogada Juliana Abrusio, especialista em tecnologia da informação, o cyberbullying tem crescido muito porque hoje a internet faz parte do dia-a-dia de muitas crianças e adolescentes. “Todo mundo tem um iPad, um iPhone, um Blackberry e as redes sociais estão proliferando cada vez mais. Então você tem a vida na rede social também”, comenta. Porém, segundo Juliana, é bobagem pensar que o autor da ofensa virtual não será nunca encontrado. É necessário uma investigação, o que pode dar um pouco de trabalho, mas é possível chegar ao autor. “A maioria dos casos resulta na elucidação da autoria”, complementa.

domingo, 14 de agosto de 2011

Bullying entre as celebridades

Muitos famosos afirmam ter sofrido bullying quando eram crianças ou adolescentes. A prática do bullying como vimos é antiga e pode deixar marcas que por muitas vezes acabam prejudicando de forma irreparável a vida da vítima.
A mais nova vítima de bullying é a cantora Rebecca Black. Para quem não se lembra da cantora, é uma adolescente de 14 anos que teve seu videoclip Friday considerado o pior videoclipe de todos.
Até ai sem problema algum, o problema é que essa questão refletiu-se no colégio e a garota virou motivo de piadinhas entre todos. A perseguição chegou a um ponto que a adolescente abandonou o colégio e passará a ter aulas particulares.
Situações como essas são comuns entre jovens adolescentes famosos, estudar em casa se torna um hábito, mas fazer isso por conta de ter sido vítima de bullying, se torna algo mais grave.
Além de Rebecca, pessoas como Madonna,Steven Spielberg e David Beckham também sofreram perseguições quando mais novos.
Confira a notícia a respeito da jovem cantora.
Rebecca Black

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Desafios da educação

Frente discute os desafios da educação nos próximos dez anos

A Frente Parlamentar Mista da Educação ouvirá nesta quarta-feira (10) o educador Mozart Neves Ramos, autor dos livros "Educação Sustentável" e “A Urgência da Educação”. Ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco e ex-secretário da Educação daquele estado, Ramos fará uma palestra sobre o tema “Desafios e Futuro da Educação no Brasil: a Próxima Década”.

O presidente da frente, deputado Alex Canziani (PTB-PR), disse que vai promover todo mês uma palestra sobre a política educacional. A frente está acompanhando a tramitação na Câmara do Plano Nacional de Educação (PNE - PL 8035/10), que traz as diretrizes para educação para os próximos dez anos, e deve realizar no fim do ano um seminário internacional para debater a educação nos países em desenvolvimento.

A reunião será realizada às 9 horas, no Plenário 12.

(Agência Câmara de Notícias)

Lendo essa notícia hoje, gostaria de fazer uma sugestão para os integrantes da frente: incluir o bullying nessa discussão. Apesar de estar na moda, o fenômeno não é recente e exige uma reflexão mais além do que aquilo que estamos vendo, lendo e ouvindo na mídia. O bullying é fruto da violência, que é cada dia mais comum no ambiente escolar - ali, onde ele acontece. O mesmo lugar onde professores não se sentem seguros para dar aulas, como sabem aqueles que têm familiares ou amigos que são docentes - não apenas em escolas públicas, mas privadas também. Como ele chamará a atenção de algum aluno que está maltratando um coleguinha de classe). É para se pensar!



quarta-feira, 20 de julho de 2011

Responsabilidade das escolas

Casos de escolas que foram processadas porque alunos sofreram bullying entre suas paredes se tornam cada vez mais comuns após o aumento da divulgação desse fenômeno escolar. Como exemplos, dois episódios que aconteceram no RJ: um foi no mês passado, quando uma denúncia foi parar na 14ª DP do Leblon. A mãe de uma garota de 12 anos, estudante do Colégio Santo Agostinho, alegou que sua filha sofreu agressões físicas e verbais de outra aluna da instituição, de 15 anos. O outro caso foi o do colégio Nossa Senhora da Piedade, condenado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Rio de Janeiro a pagar indenização de R$ 35 mil por danos morais à família de uma ex-aluna vítima de bullying.

Mas a instituição de ensino pode ser responsabilizada nesses episódios? Segundo o promotor de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Lélio Braga Calhau, pode. “Tanto a escola particular quanto a escola pública está prestando um serviço. E se está prestando um serviço isso acaba sendo regulamentado pelo código de defesa do consumidor. No caso da escola particular o código de defesa do consumidor e no caso da empresa pública há a responsabilidade civil do estado, que ela é objetiva”, justifica. O promotor explica que em caso de processo contra uma escola particular, o caso vai ser voltado contra a pessoa jurídica da instituição. Se for uma escola municipal, por exemplo, o processo será contra o ente federativo, no caso o município. “Se for escola estadual vai ser contra o estado. E se for uma universidade federal, uma escola federal, será contra a União”, completa.

Não há como uma indenização compensar o sofrimento de alguém que foi vítima de bullying. Porém, com a possibilidade de ter que mexer no bolso, o interesse das escolas em promover programas de combate e prevenção ao bullying aumenta – e o fenômeno pode diminuir.

domingo, 26 de junho de 2011

Complexo de bullying

O texto abaixo me chamou a atenção, então resolvi reproduzi-lo aqui na integra para todos lerem.
Ele foi escrito dia 26/06/2011 e postado no site do jornal Tribuna de Petrópolis ao meio-dia.
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 É claro que um povo quanto mais esclarecido, mais aumenta o seu poder de organização social, por isso de forma mais consciente, reivindica os seus direitos. E assim passa a procurar as vias legais para se defender, aumentando com isso o trabalho das defensorias públicas.

Têm aumentado não só as notícias sobre os casos de “bullying”, mas também o número de processo jurídico envolvendo esse assunto. E diante dessa frequência, ouvem-se muito as seguintes frases: “agora tudo é ‘bullying’”, “ ‘bullying’ sempre existiu”, “agora ‘bullying’ virou moda”, “qualquer coisinha agora é ‘bullying’”, “por que nas escolas, está havendo tanto caso de ‘bullying’?”.

É fácil constatar que parte da população se manifesta contra as discriminações, combate as exclusões, procura defender as minorias, em suma, não admite atos de covardia. E aqui cabe citar o primeiro artigo da Declaração dos Direitos Humanos: “Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade”.

No final da década de noventa, a Unesco estabeleceu uma comissão internacional para discutir a função social da escola no século XXI. Essa comissão apontou quatro pilares para o processo educacional deste século: “aprender a conhecer”, “aprender a fazer”, “aprender a conviver” e “aprender a ser”.

Os tão comentados casos de “bullying”, creio que estão vinculados ao “aprender a conviver”. Na selvageria do sistema capitalista, há de se reconhecer que é difícil aceitar o diferente, ainda mais quando a sociedade privilegia a “cultura de massa”, marcada pelo darwinismo social, em que “os mais habilitados” é que devem sobreviver. Prega-se a ideia de que é preciso ser campeão em tudo. Não há espaço para os fracos e derrotados nesse sistema que reflete tão bem o Humanitismo do personagem Quincas Borba de Machado de Assis: “Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”

A meu ver, a melhor forma de enfrentar os casos de “bullying” consiste em “aprender a ser”. Quem se aceita com é, quem não se rejeita, quem aprendeu a se amar, encontra mais força para encarar as situações adversas. Acho que o pior “bullying” é o próprio. A autorrejeição acarreta problema grave. Os que têm mania de perseguição também sofrem e geralmente caem na autoexclusão, isolam-se. E nesses casos, ir à justiça não resolve. O problema tem que ser resolvido dentro de si. Confesso que não sou um especialista nesse assunto, mas, por experiência própria, posso dizer que com a fé em Deus, com a estabilidade emocional que se encontra na família, com determinação, perseverança e amor próprio, o “bullying” é apenas mais uma pedra no meu do caminho. A vitória começa no interior de cada um.

De uma forma sutil, tenho perguntado a várias pessoas que me falam de “bullying” se elas lembram da historinha infantil do “Patinho feio”. Muitos estão bem informados dos casos de “bullying”, mas não lembram do final da história. Vale a pena reler essa historinha e analisar melhor a natureza da pessoa “diferente”...

- Alguém sofreu “bullying” maior do que Jesus? A nossa cruz é leve, leve-a apesar das pedras do caminho...

P.s. Quero aqui externar minha tristeza pela perda de uma pessoa tão humana, o ilustre membro da Academia Petropolitana de Letras, o médico Laert Goulart, homem que tanto amou a natureza...



Ataualpa A. P. Filho

Educador
 
 
link :http://www.etribuna.com.br/2011/index.phpoption=com_content&view=article&id=14288&catid=39

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Combater o bullying nas escolas também é papel para as crianças

Cerca 300 estudantes, a maioria da da região de Itaquera, zona leste da cidade de São Paulo, fizeram uma campanha neste final de semana. Adolescentes de 11 a 16 anos se reuniram na Câmara Municipal de Vereadores de São Paulo para discutir medidas de combate ao bullying.

O objetivo da campanha é reduzir as agressões físicas e psicológicas aos alunos de toda rede de ensino. Para o deputado Estadual Gilmar Santos o que pode ajudar no combate são esses incentivos. O coordenador nacional do TF Teen, Agnaldo Junior, acredita que de forma saudável essa força pode gerar um crescimento próprio.



Veja a reportagem na integra no R7.com


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Debatedores defendem ampliação do diálogo para combater violência na escola

Especialistas defenderam nesta quarta-feira a ampliação do diálogo entre alunos, professores e comunidade como forma de reduzir a violência no ambiente escolar. “A escola não deve ser apenas um espaço de convivência, mas de tolerância”, disse a deputada Erika Kokay (PT-DF), em audiência pública promovida pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias.

Segundo a pesquisadora Miriam Abramovay, que coordena o curso "Juventude, Diversidade e Convivência Escolar”, o tipo de violência mais comum nas escolas é a verbal. Dados de uma pesquisa nacional sobre o assunto apontam que 75% dos estudantes já foram xingados no colégio. As ofensas refletem principalmente discriminação pelas roupas usadas, pela etnia, pela religião e por a pessoa ser ou parecer homossexual.

Miriam acredita que a escola está apenas reproduzindo comportamentos violentos e preconceitos encontrados na sociedade. "Não existe um culpado. Existem muitas vítimas. Como eu sempre digo, todos (alunos, família, corpo pedagógico) são vítimas da violência, de uma situação que saiu do controle. Não podemos esquecer que, hoje, a escola é um ambiente de massa – o que não acontecia 40 anos atrás. Realmente, os colégios não sabem o que fazer com esse novo público”, afirmou.

A professora Rita de Cássia, viúva do professor Carlos Mota, morto há três anos por um ex-aluno do Centro de Ensino Fundamental Lago Oeste (DF), também não colocou a culpa na instituição escolar. Para ela, "a sociedade é que é violenta e não dá oportunidade aos jovens".

Recursos
Mais recursos para a educação, principalmente na capacitação de professores e na infraestrutura das escolas, foi uma das reivindicações apresentadas por docentes que acompanharam a audiência.

Erika Kokay, que propôs o debate em conjunto com o deputado Ricardo Quirino (PRB-DF), prometeu que os parlamentares vão trabalhar na construção de um marco legal para enfrentar o problema da violência nas escolas, bem como garantir mais verbas no orçamento da Educação. Ela defendeu ainda políticas intersetoriais sobre o tema e destacou que a educação, sozinha, não resolve tudo. "É preciso dar voz aos próprios meninos e à comunidade. Quanto mais a escola se livrar dos seus arames farpados e se abrir para uma construção coletiva, mais teremos uma instituição propulsora da cultura de paz", argumentou.

A opinião foi compartilhada pela representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação (MEC), Danielly dos Santos Queirós. "Não podemos esperar que a escola resolva todos os problemas. Toda a sociedade tem de participar", afirmou.

Experiências positivas
O vice-diretor do Centro de Ensino Médio 1 do Núcleo Bandeirante (DF), Dreithe Thiago, citou experiências que deram certo para reduzir a violência na escola onde trabalha. "A abertura do diálogo – conhecer melhor o aluno e convidar a família para participar dos processos educacionais – foi fundamental para nosso sucesso", ressaltou.

O estudante Lucas Dutra, de 16 anos, da mesma escola, sugeriu que as denúncias de agressões (físicas ou psicológicas) no ambiente escolar possam ser feitas de maneira anônima e por escrito, a fim de evitar represálias. De acordo com ele, todo colégio deveria ter um espaço específico para que os alunos relatem seus problemas a diretores e orientadores pedagógicos.

Conforme o subcomandante do Batalhão Escolar do Distrito Federal, Valtenio Antonio de Oliveira, “a principal forma de fazer a segurança das escolas é estabelecer canais de comunicação".

Reportagem – Geórgia Moraes/Rádio Câmara
Edição – Marcelo Oliveira

Agência Câmara de Notícias